Estava pensando... pensando na minha vida. pensando em como resolver meus problemas.
mas concretizei que, a vida é um problema... não no ponto de vista de ser um problema real, mas sim, um problema irreal. O ser humano é um ser quase que 'mitológico' , que é facilmente enganado, ou, facilmente esmagado por sua idéia alienada.
Uma pessoa que se diz 'a mais popular', quase que nunca parou pra pensar em tal atitude tomada por própria. pessoas populares, quase sempre populares por conhecer todo mundo, por ter lá seus 5 perfis no orkut, por ter seu fotolog com 300 comentários por foto... pessoas populares que muitas vezes, se refugiam na nossa famosa internet pra esquecer os problemas.
Eu era um escravo da internet: me matava pra postar todo dia no fotolog, brigava por meu vicio... a tal internet. Eu fazia de tudo pra entrar. quando meus pais não me deixavam conectar-se, eu ia correndo pra uma lan house, ou pra casa de um amigo.
Agora, que eu realmente percebo que ficar conectado aqui por horas e horas, gastando a 'sola' dos dedos de tanto digitar {risos} não vale a pena.
lá fora na rua, gente que se quer se conecta é tão feliz...
isso me trazia felicidade, mas uma felicidade 'viciante'.
pensando nisso, eu concluí que a vida la fora é muito melhor do que gastar tempo aqui, e que as pequenas coisas da vida, as palavras ditas com carinho, se tornam uma fonte de felicidade.
vamos leitor, saia da frente desse computador, e vá ser feliz!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Postado por matt. às 12:34 0 comentários
Ela corria... Seus pés batiam no asfalto pouco mais devagar que seu coração. Ela sentia o impacto no joelho, aquele músculo desgastado aguentando todo seu peso cada vez que levava uma perna ao chão. A dor vinha por vários lados, em fisgadas. Mas ela não parou. Não pararia. Corria sem objetivo numa rua vazia, em pleno domingo de feriado. Corria pensando que, se mantesse seu corpo trabalhando e sua mente concentrada na dor, esqueceria de tudo. Mas estava estava mentindo para si mesma, e sabia disso. Só tinha medo de admitir. Se admitisse, veria que é igual a eles, os outros. Que não passa de mais uma formiga faminta e sem escrúpulos. Pelo desejo de não ser apensa mais uma, continuava correndo. De alguma forma, procurava fugir de si mesma. Fugir de quem ela poderia ser. Conseguiu fazer isso durante toda sua vida, por quê não um dia a mais? Era extremamente fácil mentir para os outros, e, assim, acreditava em suas próprias mentiras. Agora ela já não sabia distingüir as duas pessoas. Aquela linha tênue estava sendo apagada por ela mesma. Se não a achasse, poderia ter que terminar sua vida entre dúvidas, em confusões de verdades e mentiras. Então, nem ela poderia confiar em si mesma. A noite caía, já não sabia há quanto tempo estava na rua. Fechou os olhos, mas uma imagem de uma outra versão dela apareceu. Uma versão hipócrita e egoísta. Nesse momento, decidiu parar. Talvez essa fosse a verdade. talvez ela sempre tenha sido alguém que só se importa com sua vida. Talvez ela tivesse um ideal, alguém que gostaria de ser, e reinventou-se. Talvez tivesse voltado a ser o que realmente é. E, resignada, aceitou. Conformou-se com a idéia de que, como qualquer ser humano, não evoluiria. Era egoísta, hipócrita e desleal. Mas, acima de tudo, era covarde. Apenas mais uma formiga.
Postado por matt. às 11:51 0 comentários
Carente. Acho que essa é a melhor palavra para definir o que sinto agora, acho que já zapeei por todos os canais da televisão, rodei por toda internet, por minha mão já passaram três livros. Na verdade sinto vontade de conversar, trocar idéias, sentir uma presença humana e por mais que eu tente dizer que não, eu preciso de uma presença humana específica. Sinto vontade de ter alguém para conversar a noite toda bobagem ou coisas sérias, conversar sobre meu futuro, pedir opinião. Estou me sentindo meio largado no mundo. Estou prestes a mergulhar de cabeça na vida sem nada para evitar que eu afunde. E eu afundo. A vida invade meus pulmões e vai impedindo que eu respire. É difícil encontrar ar. Ao meu redor só vida.
Preciso de um abraço apertado. Um que faça me perder da vida e encontrar o ar.
Postado por matt. às 11:09 1 comentários
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Ele estava entediado há um tempo. Já havia cantado todas as músicas que sabia, já havia relembrado todas as vezes em que deu um sorriso forçado e já havia contado quantas gotas de orvalho são necessárias para encher um copo de requeijão. Já havia até mesmo arrumado seu armário, já que isso é coisa de quem não tem o que fazer. Encontrou de tudo: roupas antigas que esperavam pela dieta para voltarem a viver, cadernos escritos e amarelados pelo tempo no melhor estilo naftalina e até uma coleção de potinhos de purpurina que ele não fazia a menor idéia de onde tinham surgido.Foi quando encontrou o seu velho saquinho de bolas de gude. Aquilo lhe trouxe uma felicidade imensa. Não é sempre que encontramos coisas tão preciosas - e sem qualquer expectativa. Seus olhos brilharam. Reviveu o tempo atrás daquele, no qual as bolinhas eram super agitadas. Respirou fundo, guardou a sensação dentro dele e, com aquela energia, começou a jogar.Deu o primeiro peteleco. As bolas paralizaram de qualquer jeito. Olhou, negou, pensou. Vou encontrar a posição perfeita pós-peteleco para essas bolas. Juntou-as novamente e assim o fez. Peteleco. Hummm, não. Outro peteleco. Hummm, não. Só mais um. Hummm. Hummm. Hummm. Última vez, vai. Peteleco. Foi. As nove bolas se colocaram na disposição mais perfeita do mundo. Ou melhor, do universo.O seu trabalho com as bolas já estava feito. Mas sentia que faltava alguma coisa. A noite já vinha chegando, o dia inteiro passara nessa brincadeira. E como quem tem uma idéia maravilhosa, do tipo acende-lâmpada-na-cabeça, pensou em iluminar aquelas bolas. A noite chegava e era preciso deixá-las confortáveis. E se tivessem medo do escuro? Pegou a tal da purpurina que estava no armário - afinal, elas têm que ter um objetivo maior na história, caso contrário, seriam purpurinas inúteis - e pouco a pouco polvilhou as nove bolas de gude com a purpurina. As bolas se iluminaram um pouco, com o restante de luz do dia que ainda refletia algo.
Postado por matt. às 16:43 0 comentários
É como se as minhas lembranças fossem inconscientemente guiadas pelas estações do ano. o inverno morre da mesma maneira que o verão nasce. ano vem, ano vai e as estações muitas vezes me convidam a certos hábitos antigos que eu já nem lembro mais... ou porque eu tinha 4 anos e não tinha consciência suficiente para perceber a realidade ou porque simplesmente a rapidez dos anos destruíu. já dizia alguém lá no passado: "velhos hábitos morrem mais devagar."muitas vezes eu sinto que o passado se agarra nas minhas costas e os anos se recusam a ficar onde eu quero que eles fiquem. todas as memórias dos meus verões estão enterradas em algum lugar no quintal do lado da casa de praia de onde eu fui feliz um dia, onde agora existe uma construção. e toda vez que chega a primavera vem uma enxurrada de lembranças na minha mente e aquela sensação de nostalgia vem junto, muitas vezes amarga. tudo volta numa velocidade incrível a qual eu não tenho controle. e que mesmo eu sabendo que o passado não existe, fica no ar um clima de que nunca há um agora.
Postado por matt. às 16:39 0 comentários
Que comecei a acreditar que a minha alma está do outro
lado.
Todos os pequenos pedaços caindo, quebrados.
Pedaços de mim...
Afiados demais para serem juntados...
Pequenos demais para terem importância,
Mas grandes o suficiente para me cortar em tantos
pequenos pedaços.
Eu sangro.
E eu respiro.Não... eu não respiro mais...
Eu tento não respirar e tento desligar o que os meus espíritos
induzem.
Mas como você consegue se recusar a beber como uma
criança teimosa?
Minta para mim, me convença que eu sempre estive
doente, e que tudo isso fará sentido quando eu melhorar.
Mas eu sei a diferença entre eu e o meu reflexo.
Eu simplesmente não posso deixar de imaginar...
Qual de nós você ama?
Postado por matt. às 16:21 1 comentários
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Postado por matt. às 07:50 0 comentários

